domingo, 9 de outubro de 2016

Bem vindo a Clio & Marte


A Clio & Marte é um espaço para coleccionadores e amantes de História militar, determinado na divulgação de peças históricas, como medalhas, emblemas, distintivos, livros que já não estão em circulação, com um forte interesse em Portugal e Brasil.  Clio, a musa grega da História, e Marte, o deus romano da guerra, simbolizam a junção divina que faz mexer o coleccionador de peças e a sua necessidade de explorar novas peças. Pela divulgação da Falerística, da História e ao serviço do colecionador.
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Clio & Mars is a place for collectors and military history enthusiasts, determined to show historical pieces such as decorations, medals, emblems, badges, books that are no longer in circulation, with a strong interest in Portugal and Brazil. Clio, the Greek muse of history, and Mars, the Roman god of war, symbolise the divine junction which moves the collectors and their need to explore new pieces.


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sábado, 8 de outubro de 2016

Coleção: Lanceiros / Polícia do Exército


Especial
MORTE OU GLÓRIA
Colecionismo de peças de Lanceiros e da Polícia do Exército.

Distintivo da Polícia do Exército (para uso junto na manga esquerda linha do ombro)

Distintivos de Lanceiros

Emblema para barrete de Lanceiros

Pormenor de mini guião do pelotão de Polícia Militar 2094 (Angola)

Distintivo antigo da Polícia do Exército (camuflado)

Mini guião da Companhia de Polícia Militar 2490 (Angola)


Distintivo antigo da Polícia do Exército, a "carica"

Distintivo atual da Polícia do Exército

Crachá do Centro de Instrução de Polícia do Exército (Portalegre)

Crachá do Esquadrão de Lanceiros do Funchal, Zona Militar da Madeira.


Emblema da Companhia de Polícia Militar 2575 (Angola)

O crachá da atual Brigada Mecanizada, antiga Brigada Mista Independente. 
O pelotão de Polícia Militar usa[va]-o.

Estatueta.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Histórias

HISTÓRIAS & MEMÓRIAS: Índice

Terramoto de 1755: testemunho de Jacome Ratton
Entre os acontecimentos extraordinarios da minha vida naõ devo omittir a meus filhos o que passei na occasiaõ do memoravel terramoto de Lisboa, que teve lugar no 1.º de Novembro de 1755, pelas nove horas e meia da manhaã, ...

O Sargento Mor José António da Rosa e a viagem para Rosas (1793)
O major José António Rosa (1745-1830), proveniente do Regimento de Artilharia da Corte, era o comandante da brigada de Artilharia do Exército Auxiliar, forte de 450 homens, e relata o que lhe aconteceu na viagem marítima de Lisboa a Rosas, na Catalunha.

O Apelo d'Armas: uma família de Portugueses no início das Guerras Revolucionárias (1793/1794)
O apelo do uniforme foi, porém, mais forte. O desejo de ser mais na vida que um comerciante, viajar pelo império, conhecer a India, o Brasil, Angola, ao invés de ficar preso a um escritório, contando metal e fazendo balanços. O espírito da época, romântico, idealista, liberal, a tudo isso encarreirava na alma do jovem Carlos e o inspirou a seguir a vida militar. 

História da Medalha de Campanhas: Roussilhão (1793-1795)
Os nossos soldados voltavam finalmente a casa. Eram o Exército Auxiliar à Coroa de Espanha, forte  de cinco mil homens entre infantaria e artilharia, comandandos pelo tenente general John Forbes, enviados por Portugal no âmbito da Primeira Coligação.

"Perdoa-me, Ferro!", Uma Estória Alentejana (1807)
Apesar do estado em que o Exército Português se achava, a cagança e o espírito de corpo era sempre forte entre os soldados orgulhosos do seu regimento e da sua companhia. Aqui fica a curiosa história do anspeçada Fernando Ferro, de Infantaria 20, que foi esfaqueado pelo soldado Onofre José da Silva, de Infantaria 15, no calor da discussão e em virtude de ofensa ao granadeiros de Olivença.

Lorenzo Caleppi, ou como o audaz Arcebispo de Nisibi enganou um dia Junot (1808)
E assim partiu ‘à italiana’ o velho italiano Monsenhor Lorenzo Caleppi (1741-1817) da Lisboa ocupada de 1808, não sem antes escrever uma carta ao general Junot, agradecendo-lhe a simpatia, mas prometendo-lhe que “agitado pelos gritos da [sua] consciência”, deveria partir para o Brasil e cumprir o seu papel de Núncio Apostólico junto à corte legítima.

“Em hum dos dias do mes de Outubro...” (1809)
Em hum dos dias de Outubro” , como se lhe referem as testemunhas, não se lembrando do dia exacto, 1809, o coronel Carlos Frederico Lecor (ou ‘Licores’, como lhe chama o corregedor Manuel Gomes Ferreira Valente), ao ver recusadas cavalgaduras por parte do mestre-de-posta de Azambuja - puxa “da sua espada, insultando-o ao mesmo tempo de palavras”.

Lecor e a carga de Infantaria 14 em St. Pierre de Irube (1813)
A transcrição de uma carta do então Marechal de Campo Carlos Frederico Lecor (hoje em dia seria Major-General) ao Ajudante General Manuel de Brito Mozinho, acerca do papel do seu comando nos acontecimentos de 13 de Dezembro de 1813, o último dia da Batalha de Nive.

Desenhos de Lei da Medalha Militar (1946)




Padrões das insígnias da legislação de 1946, in: Diário do Governo, Série I, n.º 116, 28 de maio de 1946







quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Medalha de Distinção do Exército do Sul, ou Medalha do Barão da Laguna

Anverso
Medalha de Distinção [do Exército do Sul], ou Medalha do Barão da Laguna, dada por serviço em campanhas no sul do Brasil entre 1811 e 1824, criada a 31 de janeiro de 1823 e regulada a 18 de fevereiro do mesmo ano, era conferida ao general em chefe e demais oficiais generais, oficiais, sargentos e praças que compõem o exército e esquadra, assim com aos empregados civis com graduação militar.

Uma cruz de quatro braços iguais encimada pelo timbre da Casa de Bragança (um dragão alado); no centro da cruz, um círculo. Ouro para os oficiais generais; prata para os demais oficiais e metal branco ou estanho fino para as praças e empregados civis assemelhados.

Reverso
Anverso: Em campo azul, um ramo de oliveira sobre o cerro de Montevidéu; na orla do círculo central, a palavra “MONTEVIDEO” e dois ramos; nos braços da cruz, a inscrição dos anos que cada agraciado estivesse em serviço na Cisplatina desde 1817. Um ano é só marcado no braço superior; dois vão nos braços laterais; 3 no superior e laterais; 4 em todos os braços; 5 nos quatros de um lado e no superior do outro e por aí adiante, sendo os braços vagos ocupados por rosáceas.

Reverso: Em campo verde, a legenda “PETRUS I.B.I.D.”, significando Petrus, Primus Brasiliae Imperator, Dedit (Pedro Primeiro Imperador do Brasil deu); na orla , uma coroa de louros.

Fita: Verde, com as bordas amarelas; sobre a fita, um passador de metal com o ano MDCCCXXII (1822).


João Crisóstomo Calado, com a medalha ao pescoço.

Sebastião Barreto Pinto usando a medalha no peito.
Uso:
Deveria ser usada no lado esquerdo do peito. Os oficiais generais podiam, nos dias de grande gala, usá-la ao pescoço.

De forma a ter direito ao uso, era requerido que o Barão de Laguna, Carlos Frederico Lecor (1764-1836) lhe houvesse expedido o título competente, por ele firmado e selado com o selo imperial do exército, indicando o nome da pessoa, a qualidade de metal de que deve ser feita e o ano ou anos em que foi merecida.




Fontes:
- Regulação para a distribuição da Medalha de distincção (...), 18/2/1823, Conselho Supremo Militar.
- CMG Léo Fonseca e Silva (redator), Marinha do Brasil: Medalhas e Condecorações, Serviço de Documentação Geral da Marinha, Rio de Janeiro, 1983

domingo, 28 de agosto de 2016

Infografia: Medalha Militar de Comportamento Exemplar desde 1863 até hoje


A evolução dos desenhos de lei dos anversos da Medalha Militar de Comportamento Exemplar desde que foi criada em 1863 até ao presente.

sábado, 27 de agosto de 2016

Infografia: Medalha Comemorativa de Campanhas e Comissões de Serviços Especiais de 1916 até hoje


A evolução dos desenhos de lei dos anversos da Medalha Comemorativa de Cmpanhas e Comissões de Serviços Especiais desde que foi criada em 1916 até ao presente.

domingo, 21 de agosto de 2016

domingo, 7 de agosto de 2016

Decretos da Medalha da Rainha D. Amélia de 1896 a 1902

A Medalha da Rainha D. Amélia é a antepassada direta da atual medalha geral de campanhas. Aqui ficam alguma imagens dos vários decretos que a regulamentaram desde 1896 a 1902.

Decreto que regulamenta a Medalha da Rainha D. Amélia, comemorativa das campanhas em Moçambique e na India, em 1894/1895 e 1894, respetivamente (Diário do Governo, 20 de junho de 1896)

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Medalha da Rainha D. Amélia, "Expedição à India, 1896"

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Medalha da Rainha D. Amélia, "Expedição contra os Namarrães, 1896"

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Medalha da Rainha D. Amélia, "Campanha de Timor, 1896"

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Medalha da Rainha D. Amélia, Operações em Gaza, 1897

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Medalha da Rainha D. Amélia, guerra de Timor, 1895

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Medalha da Rainha D. Amélia, Campanha do Humbe, 1898

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Medalha da Rainha D. Amélia, Guerra de Timor, 1900

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Decreto que torna a Medalha da Rainha D. Amélia uma medalha geral de campanhas coloniais, estabelecendo uma insígnia única com uso de passadeiras para cada campanha (Diário do Governo, 29 de dezembro de 1902)

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Três decretos que criam as passadeiras da medalha da rainha D. Amélia para as seguintes campanhas: "OIO 1902" / "BAILUNDO 1902" / "BARUÉ 1902"

Conheça mais acerca da Medalha da Rainha D. Amélia aqui

sábado, 30 de julho de 2016

Regimento de Infantaria n.º 20 (Campo Maior)

Uniformes do regimento, c. 1763

É um dos terços originais criados em 1641, o Terço de Campo Maior e depois, em 1707, Regimento de Infantaria de Campo Maior. Em 1762 foi desdobrado, mas logo reagrupado no ano seguinte. 
Com a reforma do Exército em 1806, tomou o nome de Regimento de Infantaria n.º 20. Foi licenciado pelo general Solano no último dia de 1807 e destinado a integrar a Legião Portuguesa, ao serviço francês. Após a restauração, em julho de 1808, foi mandado reunir em Évora e restabelecido a 14 de outubro. Durante a Guerra Peninsular, fez parte da guarnição de Cadiz, em Espanha, tendo sido o único regimento português presente na batalha de Chiclana. 
Foi extinto em 1834, no final da Guerra Civil.

Fontes
- Manuel Amaral, "O Exército Português no Final do Antigo Regime" (Sitío).

Imagem
Divisas de los Regimientos de Infantería y Caballería del Reyno de Portugal, disponibilizado pela Biblioteca Nacional de Espanha [Sítio]

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Regimento de Infantaria n.º 22 (Serpa)

Uniformes do regimento, c. 1763

É um dos terços originais criados em 1641, o Terço de Serpa e depois, em 1707, Regimento de Infantaria de Serpa. Em 1762 foi desdobrado, mas logo reagrupado no ano seguinte. 
Com a reforma do Exército em 1806, tomou o nome de Regimento de Infantaria n.º 22. Foi licenciado pelo general Solano no último dia de 1807 e destinado a integrar a Legião Portuguesa, ao serviço francês. Após a restauração, em julho de 1808, foi mandado reunir e restabelecido a 14 de outubro. Durante a Guerra Peninsular, fez parte de guarnição no Alentejo. 
Foi extinto em 1834, após a Guerra Civil. 

O Atual Regimento de Infantaria 3, em Beja, é o fiel depositário das suas tradições militares.

Fontes
- Manuel Amaral, "O Exército Português no Final do Antigo Regime" (Sitío).

Imagem
Divisas de los Regimientos de Infantería y Caballería del Reyno de Portugal, disponibilizado pela Biblioteca Nacional de Espanha [Sítio]

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Regimento de Infantaria n.º 23 (Almeida)

Uniformes do regimento, c. 1763

É um dos terços originais criados em 1641, o Terço de Almeida, Terço Velho de Almeida, e depois, em 1707, Regimento Velho de Infantaria de Almeida. Em 1762 foi desdobrado, mas logo reagrupado no ano seguinte. 
Com a reforma do Exército em 1806, tomou o nome de Regimento de Infantaria n.º 23. Foi licenciado pelo general Junot no final de 1807 e destinado a integrar o 3.º regimento de infantaria da Legião Portuguesa, ao serviço francês. Após a restauração, em julho de 1808, foi mandado reunir em Viseu e restabelecido a 14 de outubro. Durante a Guerra Peninsular, fez parte do exército em operações, na brigada portuguesa, com Infantaria n.º 11, de Penamacor, na 4.ª divisão luso-britânica. Foi extinto em 1834, no fim da Guerra Civil.

Fontes
- Manuel Amaral, "O Exército Português no Final do Antigo Regime" (Sitío).

Imagem
Divisas de los Regimientos de Infantería y Caballería del Reyno de Portugal, disponibilizado pela Biblioteca Nacional de Espanha [Sítio]

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Regimento de Infantaria n.º 8 (Castelo de Vide)

Uniformes do regimento, c. 1763

É um dos terços originais criados em 1641, o Terço de Castelo de Vide e depois, em 1707, Regimento de Infantaria de Castelo de Vide. Em 1762 foi desdobrado, mas logo reagrupado no ano seguinte. 
Com a reforma do Exército em 1806, tomou o nome de Regimento de Infantaria n.º 8. Foi licenciado pelo general Solano no último dia de 1807 e destinado a integrar a Legião Portuguesa, ao serviço francês. Após a restauração, em julho de 1808, foi mandado reformar em Évora e restabelecido a 14 de outubro. Durante a Guerra Peninsular, fez parte do exército em operações, na brigada portuguesa, com Infantaria n.º 13, de Chaves, na 6.ª divisão luso-britânica. 
Foi extinto em 1834, no final da Guerra Civil.


Fontes
- Manuel Amaral, "O Exército Português no Final do Antigo Regime" (Sitío).

Imagem
Divisas de los Regimientos de Infantería y Caballería del Reyno de Portugal, disponibilizado pela Biblioteca Nacional de Espanha [Sítio]