terça-feira, 18 de setembro de 2018

ID Medalhas: General Jorge de Avilez


Tenente General Jorge de Avilez Juzarte de Sousa Tavares [c. 1830]

[Junto à Gola]
Fita de gravata de Comendador, Real Ordem de Cristo; as restantes 4 condecorações (2 de cada lado) não são pormenorizadas o suficiente, exceto a primeira do lado esquerdo, que é a Medalha de distinção da batalha de Vitoria. Uma delas será decerto a Medalha de Distinção de Comando: Buçaco, Fuentes de Honor, Vitoria e Nive.

[Peito direito:] 
Medalha de Fidelidade ao Rei e à Pátria (Poeira); Army Gold Cross: Buçaco, Vitoria, Pirinéus, Nive; Placa desconhecida.

[Peito esquerdo:] 
Placas de Comendador da Real Ordem de Cristo & da Ordem da Torre e Espada; Cruz da Guerra Peninsular, 1.ª Classe, por 5 campanhas; Cruz e Estrela de Ouro de Montevidéu (Paulo Estrela (2008) só lhe atribui a Estrela).

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Brasil: Medalha Aos Mais Bravos (Pernambuco, 1824)


(Segunda) medalha de distinção ao Exército Cooperador da Boa Ordem ("Aos mais bravos") [por operações contra a revolta em Pernambuco em 1824, a Confederação do Equador]. Foi criada juntamente com a primeira Medalha de Distinção 
Foi, como a primeira, criada a 20 de Outubro de 1824, e é considerada a mais rara condecoração brasileira do primeiro reinado. Teve duas cunhagens, uma no Rio de Janeiro e outra no Recife.
O Almirante Cochrane recebeu indicação de outorgar apenas 6 exemplares desta medalha [Sisson, no texto em baixo fala de 12]. Contra o que seria normal, à altura e no Brasil, a insígnia deveria ser usada no peito direito.



Em ouro para todos os agraciados, o seu formato era redondo, com dois copos e duas pontas de espadas, encimada pela coroa imperial.
A medalha deveria ter a efige do Imperador no anverso, e a o anverso conforme apresentado na imagem.
No entanto, alguns exemplares foram cunhados sem a éfige [casa da insignia na imagem], e sem qualquer elemento, levando muitos a considerar o reverso como anverso. [in: SILVA, 1983]


Almirante Pedro Ferreira de Oliveira
À altura da litografia de Sisson, na década de 1850, Pedro Ferreira de Oliveira era chefe de esquadra (equivalente a Vice Almirante hoje) da Imperial Marinha. O ornato nas mangas do casaco indicam cargos e não a patente; essa é indicada pelas folhas no fim das mangas e na gola.

No peito direito, a medalha de valor Aos Mais Bravos, da campanha de Pernambuco, em 1824. (Como era da Marinha, não recebeu a medalha geral, que foi dada apenas à tripulação da Maria Glória.)
Ao pescoço, gravatas, em cima, a de comendador da Imperial Ordem de Aviz e, por debaixo, a Medalha do Barão de Laguna ou de Distinção do Sul. 
No peito esquerdo, a filada superior: Cavaleiro de Real Ordem de Cristo (Portugal), e uma Medalha que não consigo identificar (pode ser cavaleiro da Imperial Ordem de Rosa, mas pode ser uma medalha diferente)
A placa na filada central, Oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro. Na fila de base, a placa de comendador da Imperial Ordem de Aviz.

"Em 1824, ano de provações para o país, rompeu de novo a guerra civil em Pernambuco. Organizou-se para operar ali uma divisão naval, tendo o comando em chefe dela o oficial-general Davi Jevret, que sabia escolher oficiais. Seguiu nessa divisão o primeiro-tenente Pedro Ferreira de Oliveira. Era o seu batismo de fogo. Cumpria combinar com o General Lima, comandante do exército legal que sitiava a cidade, um plano de ataque por mar e terra. Essa comissão, extremamente delicada, espinhosa e de dificílima execução, não podia deixar de ser confiada a um oficial de inteligência, vista penetrante e sangue-frio. A honra de desempenhá-la coube a Pedro Ferreira de Oliveira. Ele a preencheu como era de esperar-se. Julgue-se dos perigos que afrontou e do valor que desenvolveu por este fato: dezesseis homens o acompanharam, e deles só voltou com vida um marinheiro!
Os serviços que prestou nessa conjuntura, o peso e o valor de suas reflexões criaram-lhe uma reputação indestrutível, e captaram a amizade e o respeito dos dois generais, como consta da correspondência íntima dos mesmos e das ordens do dia. A execução do plano de ataque deu em resultado a tomada da cidade.
A previdência e o denodo do jovem oficial foram galardoados com o comando do brigue Independência ou Morte, e com uma das doze medalhas com que o Imperador distinguiu os mais valentes, e na qual de um lado se vê a efígie de D. Pedro I, e do outro lê-se: Aos mais bravos." (Sisson)


Fontes
- Sisson, S. A. Galeria dos brasileiros ilustres. Brasília : Senado Federal, Secretaria Especial de Editoração e Publicação, vol I e II, 1999
Silva, CMG Léo Fonseca e  (redator), Marinha do Brasil: Medalhas e Condecorações, Serviço de Documentação Geral da Marinha, Rio de Janeiro, 1983

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Quadro: Tomás Joaquim Pereira Valente (Simplício Rodrigues de Sá, c. 1830)



Tomás Joaquim Pereira Valente, 1.º barão e conde de Rio Pardo (Porto, 1790 — Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 1849) foi um militar e político nascido em Portugal e naturalizado brasileiro. Participou na Guerra Peninsular de 1808 a 1814, na Leal Legião Lusitana, depois Batalhão de Caçadores 7, sendo ferido, ligeiramente, no combate de Alcantara, em 1809, e, gravemente, na batalha de Vitória, em 1813. Major desde 1814, em 1817 foi transferido para o Batalhão de Caçadores 3, que foi transferido para o Brasil, chegando em 1818. Vem a ser o comandante das forças imperiais contra a república riograndense, durante a revolução farroupilha, e cumpriu também as funções de Ministro da Guerra.

Usa grande uniforme de tenente general do Imperial Exército Brasileiro.


Imagem aumentada, com perda de resolução

IDENTIFICAÇÃO DAS MEDALHAS
Ao pescoço, a colar, a Imperial Ordem da Rosa, grau de Dignatário & Cruz da Guerra Peninsular de Ouro 1.ª classe, com 4 campanhas. De notar o uso não regimentado da Cruz de Guerra Peninsular como gravata, montada decerto a gosto do oficial.
A tiracolo a banda de Grã Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro
No peito esquerdo, na fileira superior, a Imperial Ordem de Cristo, grau de comendador, a Medalha Comemorativa da Batalha de Vitória (Espanha) & a Medalha Comemorativa da Batalha de Albuhera (Espanha). 
Na fileira central, placas de comendador da Imperial Ordem da Rosa e de Oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro (pode ser Dignatário, o grau acima, mas o desenho é o de oficial; o de dignatário tem, adicionalmente, uma coroa de louros em esmalte verde a rodear a parte central). 
Na fileira inferior, única, a placa de comendador da Imperial Ordem de Cristo.

Fontes e bibliografia consultada
- ESTRELA, Paulo Jorge, Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824, Lisboa, Tribuna da História, 2008.

Retrato de Simplício Rodrigues de Sá, do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, em http://200.159.250.2:10358/handle/acervo/158


visite e apoie os museus

domingo, 2 de setembro de 2018

Medalha da Divisão Auxiliar a Espanha (1835-37)

MEDALHA DA DIVISÃO AUXILIAR A ESPANHA
Criada a 12/12/1863

LEGISLAÇÃO E HISTÓRIA
Por decreto de 12/12/1863, publicado na ordem de Exército n.º 52, de 16/12/1863, foi criada uma medalha para comemorar os serviços prestados pelos militares da Divisão auxiliar que serviram na Espanha entre 1835-1837, durante a 1.ª Guerra Carlista.



DESENHO
Medalhas de 3 cm de diâmetro, de PRATA para os oficiais e de COBRE para os praças.

ANVERSO: a legenda "HESPANHA", tendo por baixo as datas "1835 A 1837"; 
REVERSO: a legenda "DIVISÃO AUXILIAR".


Barreta simples

SAIBA MAIS EM:
- RODRIGUES, Manuel Ribeiro, “DIVISÃO AUXILIAR A ESPANHA - 1835 A 1837” in: http://www.portugalweb.net/historia/viriatus/Carlista_01.asp.htm [em português]

Imagem ao topo
- Augusto Ferrer-Dalmau, "Calderote" in: wikicommons

domingo, 12 de agosto de 2018

Mouzinho de Albuquerque e a Ordem da Águia Vermelha



Mouzinho de Albuquerque e a Ordem da Águia Vermelha, da Prússia, 2.ª Classe com Espadas, que recebeu do imperador Guilherme II pelos seus feitos em Moçambique. Na foto, podemos ver a ordem ao pescoço.

"O Eduardo Pimenta, que serviu com o Mouzinho em África:
- Um orgulho desmedido, uma decisão rápida, e uma insensibilidade, como nunca vi, ao frio, à fome, ao trabalho... Duma vez, por qualquer questiúncula, fomos obrigados a dar uma satisfação à Alemanha. Que cena! O Mouzinho arancou do peito constelado todas as medalhas, todas as condecorações - todas. Só lá deixou a «Águia Vermelha» que obriga o alemão a conservar-se de pé diante dos que a têm. Pôs o boné às três pancadas e entrou por a casa do cônsul dentro. Ergueram-se todos - e ele, à porta, sacudido, impertinente, enorme, disse a frase protocolar: - O Governo de Sua Majestade Fidelíssima encarrega-me, etc. - E, sem esperar pela resposta, outra vez levou dois dedos ao boné e rodou sobre os calcanhares, deixando-os estupefactos."

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Plebeu Radical (Alexandre Herculano, 1862)


«Pertenço pelo berço a uma classe obscura e modesta: quero morrer onde nasci. Há nisto uma grande ambição solapada. No imenso consumo que se está fazedo, que se tem feito há trinta anos, de distinções de fitas, de insígnias, de fardas bordadas, de títulos, de graduações, de tratamentos, de rótulos nobiliários, o homem do povo queira e possa morrer com esta classificação deve adquirir em menos de meio século extrema celebridade. No Baixo Império, quando a sociedade romana caia ao contacto com os bárbaros, esfacelada pela podridão interna, chegaram a nobilitar à força os cidadãos mais obscuros, arrolando-os nos colégios dos curiais. Esta boa terra promete que há-de chegar lá.
Não sou comendador da Torre e Espada.

El-Rei o Senhor D. Pedro V, que Deus tem consigo, procurou-se um dia para me pedir, dizia ele, um favor. Era o de aceitar a comenda da Torre e Espada. Recusei, e com a sinceridade que ele sempre encontrou em mim, expus-lhe amplamente os motivos da minha recusa. Aquele grande espírito, complexo de extrema doçura, de alta compreensão e de profundo sentir, debateu, sem se irritar, as ponderações, talvez demasiado rudes, que lhe fiz. Concluiu por me dizer que cada um de nós podia proceder naquele assunto em harmonia com as próprias convicções. Que ele cumpria o que reputava um dever de rei, e que fizesse eu o que a consciência me ditasse.

Como os outros homens, os reis, embora se chamem D. Pedro V, estão sujeitos a apreciarem mal as pessoas e as cousas. Nem eu valia o que ele supunha, nem a comenda valia nada.»


Alexandre Herculano, extrato de carta ao Jornal do Commercio, 7 de Dezembro de 1862, publicado em Alexandre Herculano: Um homem e uma ideologia na construção de Portugal, Lisboa, Bertrand, 1978 - pp. 26-27.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Recompensas da Cruz Vermelha Portuguesa (1918)

Recompensas da Cruz Vermelha Portuguesa (1918), Decreto 4551, de 22 de junho de 1918 in: Diário do Governo, 8/7/1918

Às cores das fitas, corresponde o cor escura, o vermelho, e aclara, o branco.