segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Evolução da Medalha do Ultramar, de 1913 a 1970

Retrato: Conde do Rio Pardo


Tomás Joaquim Pereira Valente, 1.º barão e conde de Rio Pardo (Porto, 1790 — Rio de Janeiro, 30 de agosto de 1849) foi um militar e político nascido em Portugal e naturalizado brasileiro. 

Participou na Guerra Peninsular de 1808 a 1814, na Leal Legião Lusitana, depois Batalhão de Caçadores 7, sendo ferido, ligeiramente, no combate de Alcantara, em 1809, e, gravemente, na batalha de Vitória, em 1813. Major desde 1814, em 1817 foi transferido para o Batalhão de Caçadores 3, que foi transferido para o Brasil, chegando em 1818. Vem a ser o comandante das forças imperiais contra a república riograndense, durante a revolução farroupilha, e cumpriu também as funções de Ministro da Guerra.

Usa grande uniforme de tenente general do Imperial Exército Brasileiro.

MEDALHAS: Ao pescoço, a colar, a Imperial Ordem da Rosa, grau de Dignatário & Cruz da Guerra Peninsular de Ouro 1.ª classe, com 4 campanhas. A tiracolo a banda de Grã Cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro. De notar o uso não regimentado da Cruz de Guerra Peninsular como gravata, montada decerto a gosto do oficial.

No peito esquerdo, na fileira superior, a Imperial Ordem de Cristo, grau de comendador, a Medalha da Batalha de Vitória (Espanha) & a Medalha da Batalha de Albuhera (Espanha). Na fileira central, placas de comendador da Imperial Ordem da Rosa e de Oficial da Imperial Ordem do Cruzeiro (pode ser Dignatário, o grau acima, mas o desenho é o de oficial). Na fileira inferior, única, a placa de comendador da Imperial Ordem de Cristo.

Retrato de Simplício Rodrigues de Sá, do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, em http://200.159.250.2:10358/handle/acervo/158

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Medalha Militar: Serviços Distintos


MEDALHA MILITAR DE SERVIÇOS DISTINTOS

Medalha militar portuguesa criada a 2 de Outubro de 1863, por decreto da Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra, inicialmente com dois graus (ouro e prata) e hoje em dia com três graus (ouro, prata e cobre), destina-se a galardoar serviços de carácter militar, relevantes e extraordinários, ou actos notáveis de qualquer natureza ligados à vida da instituição militar, de que resulte, em qualquer dos casos, honra e lustre para a Pátria ou para a própria instituição.


Quando foi criada, em 1863, esta classe da medalha militar tinha o nome de BONS SERVIÇOS, que viria a conservar até meados do século XX, quando mudou para SERVIÇOS DISTINTOS.

DESENHO

ANVERSO: Emblema Nacional, rodeado da legenda «SERVIÇOS DISTINTOS», em letras de tipo elzevir, maiúsculas; a legenda cercada de duas vergônteas de louro, frutadas e atadas nos topos proximais, com um laço largo encimado por um troféu;
REVERSO: Estandarte Nacional, cercado de duas vergônteas de carvalho e tendo sobreposta a figura, meio corpo, de um guerreiro da época da fundação da nacionalidade, segurando na dextra uma espada antiga, e na sinistra um escudo que lhe protege o hemitórax esquerdo; este conjunto, rodeado da legenda «PARA SERVIR-VOS BRAÇO ÀS ARMAS FEITO», em letras de tipo elzevir, maiúsculas, num listel circular, rematado inferiormente por um laço largo encimado por um troféu;


FITAS SIMPLES (OU BARRETAS)
    



FONTES
- Decreto-Lei n.º 316/2002 de 27 de Dezembro - Regulamento da Medalha Militar e das Medalhas Comemorativas das Forças Armadas.



Evolução dos modelos
A Medalha de Valor Militar teve, ao longo da sua história, sete modelos diferentes, cada um deles com vários cunhos: 1863, 1911, 1917, 1921, 1946, 1949, 1971 e 2002.

Desenhos de lei para o regulamento de 1921: